domingo, 8 de maio de 2011

Seminário - 3º e 4º ano - Letras

O QUE É UM SEMINÁRIO
O processo de transmissão/aquisição da cultura, apesar de todo o avanço tecnológico observado na área científica, ainda é fundamentalmente realizado através da leitura. Há, contudo, entre os professores universitários, a mesma queixa generalizada: os alunos não têm o hábito da leitura. O fato é que os estudantes não estão habituados a encarar a leitura como um processo mais abrangente, que envolva o leitor com o autor, não conseguindo prestar atenção, entender e analisar o que leem. Tendo isso em vista, criou-se a "metodologia do trabalho científico" como um instrumento para aprimorar a aquisição de conhecimento nos meios universitário.
Podemos visualizar a "metodologia do trabalho científico" em duas partes. A primeira parte enfatiza a importância da leitura, técnicas para elaboração dos trabalhos de graduação, técnicas de pesquisa bibliográfica, fases de pesquisa bibliográfica, partes que compõem um trabalho de graduação, normas para redação dos trabalhos e a elaboração de seminários. A segunda parte traz informações sobre métodos e técnicas de pesquisa, pesquisa de campo e relatório de pesquisa.
A presença de tantas regras, detalhes, indicações rígidas para digitação e formatação do texto, que parecem cercear a liberdade do aluno em pensar e escrever sem nenhuma exigência metodológica, faz com que o estudo de metodologia científica nas universidades raramente seja bem aceito pelos alunos. Mas não podemos nos esquecer de que a metodologia científica objetiva bem mais do que levar o aluno a elaborar projetos, a desenvolver um trabalho monográfico ou um artigo científico como requisito final e conclusivo de um curso acadêmico. Ela almeja levar o aluno a comunicar-se de forma correta, inteligível, demonstrando um pensamento estruturado, plausível e convincente, através de regras que facilitam e estimulam à prática da leitura, da análise e interpretação de textos e consequentemente à formação de juízo de valor, crítica ou apreciação com argumentação plausível e coerente. As regras e passos metodológicos que são ensinados nas universidades, visam à inserção do estudante no mundo acadêmico-científico desenvolvendo nele hábitos que o acompanharão por toda a sua vida, como o gosto pela leitura e o espírito crítico maduro e responsável.
A metodologia científica ajuda os alunos na experiência de sentirem-se cidadãos, livres e responsáveis e os auxilia a administrar suas emoções, a exercitar o bom senso e a enfrentar desafios na conquista de suas metas.
O QUE É SEMINÁRIO
Se fôssemos procurar um conceito de seminário, encontraríamos inúmeros conceitos formulados por diversos professores doutores em metodologia científica. Porém, acredito que o conceito de Lakatos apresentado em seu manual de metodologia científica nos é cabido suficientemente para entendermos o que é um seminário. Segundo o autor citado o seminário é uma técnica de aprendizagem que inclui pesquisa, discussão e debate.
O seminário não é feito somente para o professor, mas essencialmente para a turma de alunos. Ele não é uma leitura de um texto, mas sim uma troca de ideias entre quem apresenta e quem o assistem. Geralmente os organizadores apresentam um tema com o apoio de um texto distribuído entre os assistentes e usa o recurso de figuras, mapas, transparências, recortes de revistas ou jornais, vídeos, entre outros.
ORGANIZAÇÃO DA VIDA DE ESTUDO
O ensino superior exige nova postura de estudo, explorando-se o que aprendeu em estudos anteriores. Doravante o resultado do processo depende do aluno, exigindo condições de aprendizagem de maior autonomia na efetivação da aprendizagem. Exige maior independência em relação aos subsídios da estrutura de ensino e dos recursos que a instituição oferece. Vida acadêmica exige postura de autoatividade didática, crítica e rigorosa, requer um novo estilo de estudo em que apenas a presença física às aulas e o cumprimento de tarefas mecânicas não mais é satisfatório.
1.Instrumentos de trabalho.
Segundo Antonio Joaquim Severino, o objetivo da formação universitária é fornecer competências e habilidades, necessitando de fundamentação teórica das ciências, das artes e das técnicas. É necessário formar uma biblioteca pessoal especializada e qualificada na área de formação com livros, dicionário, textos introdutórios e clássicos da área, revistas especializadas. Exercem papel propedêutico (ensinamentos introdutórios ou básicos de uma disciplina): criam um contexto, um quadro teórico geral a partir do qual se pode desenvolver a aprendizagem e a maturação do pensamento. Textos complementam a exposição dos professores, possibilitam a comparação de ideias de diferentes autores e fornecem instrumental de trabalho na área bem como o vocabulário básico.
2.Exploração dos instrumentos de trabalho.
As ideias principais das informações debatidas nas aulas devem ser anotadas e ao retornar para casa o aluno deve reconstruí-las em textos sintéticos do assunto abordado.
Tomar nota não significa anotar palavra por palavra, pois isto atrapalha a concentração do aluno para pensar no que está sendo dito. Registre expressões que traduzam as ideias fundamentais mediante a elaboração de algumas categorias básicas. Preste atenção na fala do professor e compreenda o que está sendo dito. Se algum conceito anotado ficou impreciso recorra à pesquisa bibliográfica sobre o assunto para completá-lo. Faça um resumo com as principais contribuições da exposição. Ao se fazer isso, não existe a preocupação em decorar ou memorizar, antes em aprender de forma inteligente e racional: pesquisando, comparando informações e adquirindo maior familiaridade com o assunto.
3.A disciplina do estudo.
Apesar da rigidez da proposta de metodologia de estudo esta é eficiente. Pressupõe organização da vida de estudos tornando-a produtiva. Falta de tempo exige grande organização do aluno para o estudo em casa, indispensável para um aproveitamento mais inteligente do curso de graduação. Essencial é aproveitar sistematicamente o tempo disponível, com uma ordenação de atividades. Estabeleça um horário para estudo em casa, respeitando suas condições ocupacionais, físicas e psíquicas, cumpra rigorosamente para manter um ritmo de estudo.
Vencida a fase de aquecimento, a produção do trabalho se tornará eficiente, fluente e agradável. Recomenda-se distribuir o tempo de estudo em vários dias durante a semana a fim de revisar e preparar a matéria nos períodos imediatamente mais próximos das aulas.

4.Sugestões para o estudo ou trabalhos em grupo.
Evite grupos numerosos, pois sempre causa a dispersão de alguns. Grupos acima de 04 pessoas requerem atenção cuidadosa. Estabeleça um horário acordado para o encontro do grupo. Defina as tarefas, as etapas a serem vencidas e as formas de procedimento. Quando um período de estudo ultrapassar a duas horas, faz-se necessário um pequeno intervalo. Sejam francos com algum componente que não esteja contribuindo efetivamente para a realização do trabalho: não carregue ninguém nas costas! Desta forma, o trabalho acadêmico será mais eficiente e proveitoso.
ANÁLISE TEXTUAL
É o que você vai fazer assim que puser as mãos no texto. E aqui é preciso um cuidado especial. Para entender o que vai ler, primeiro deve conhecer bem o texto e chamá-lo pelo seu nome. É preciso saber se ele é um artigo de uma revista, um capítulo de um livro, ou o que quer que seja. Com o texto na mão, veja qual o seu tamanho e quantos tópicos ele tem. Isso é importante para você dimensionar o tempo que vai levar lendo o texto. Durante a leitura é preciso:
a) Marcar o texto: Fazer anotações nas margens. Inventar símbolo para marcar o que se julga mais importante, que parágrafos deverão ser relidos depois, o que não foi entendido, onde achar as ideias principais. Isso pode ser feito sublinhando linhas ou parágrafos, fazendo marcas nas margens ou anotando suas observações nos cantos do papel. Um livro da biblioteca, jamais poderá ser marcado desta forma, mas sim em uma folha em branco, anotando o número da página e o parágrafo a que a nota se refere.
b) Levantar vocabulário: Anotar as palavras não entendidas e buscar seu significado no dicionário.
c) Buscar informações complementares: Devem-se buscar informações complementares sobre os fatos citados no texto, sobre as doutrinas e linhas de pensamento apresentados e mesmo sobre o próprio autor.
d) Por fim, faça um esquema do texto: pode ser em forma de fichamento, resumo ou tópicos.
A análise textual é a leitura que busca dar uma visão de conjunto do texto, permite-nos buscar esclarecimentos sobre o autor, fatos, doutrinas e autores citados no texto, bem como vocabulário utilizado no texto.
ANÁLISE TEMÁTICA
É o momento de se perguntar se realmente compreendemos a mensagem do autor no texto. Aqui devemos recuperar o tema do texto, o problema que o autor coloca, a ideia central e as secundárias do texto.
Normalmente isto é feito junto com o esquema do texto. Nele, se indicará cada um desses itens acima, reconstruindo o raciocínio do autor do texto.


FICHAMENTO
O Fichamento é uma forma de investigação que se caracteriza pelo ato de fichar (registrar) todo o material necessário à compreensão de um texto ou tema. Para isso, é preciso usar fichas que facilitam a documentação e preparam a execução do trabalho. Não só, mas é também uma forma de assimilar criticamente os melhores textos num curso universitário.
Um fichamento completo deve apresentar os seguintes dados:
a) Indicação bibliográfica – mostrando a fonte da leitura.
b) Resumo – sintetizando o conteúdo da obra. Trabalho que se baseia no esquema (na introdução pode fazer uma pequena apresentação histórica ou ilustrativa). No fichamento pode ser um comentário inicial.
c) Citações – apresentando as transcrições significativas da obra. Pode ser por tópicos.
d) Comentários – expressando a compreensão crítica do texto, baseando-se ou não em outros autores e outras obras.
e) Ideação – colocando em destaque as novas idéias que surgiram durante a leitura reflexiva. Conclusão com uma breve crítica.
RESUMO
Segundo Antônio Joaquim Severino em seu célebre manual de metodologia científica, resumir é apresentar de forma breve, concisa e seletiva certo conteúdo. Isto significa reduzir a termos breves e precisos à parte essencial de um tema. Saber fazer um bom resumo é fundamental no percurso acadêmico de um estudante em especial por lhe permitir recuperar rapidamente ideias, conceitos e informações com as quais ele terá de lidar ao longo de seu curso.
Em geral um bom resumo deve ser:
a) Breve e conciso: no resumo de um texto, por exemplo, devemos deixar de lado os exemplos dados pelo autor, detalhes e dados secundários
b) Pessoal: um resumo deve ser sempre feito com suas próprias palavras. Ele é o resultado da sua leitura de um texto
c) Logicamente estruturado: um resumo não é apenas um apanhado de frases soltas. Ele deve trazer as ideias centrais (o argumento) daquilo que se está resumindo. Assim, as ideias devem ser apresentadas em ordem lógica, ou seja, como tendo uma relação entre elas. O texto do resumo deve ser claro compreensível.
RESENHA
Resenha é um texto que serve para apresentar outro (texto-base), desconhecido do leitor. Para bem apresentá-lo, é necessário além de dar uma ideia resumida dos assuntos tratados, apresentar o maior número de informações sobre o texto.: fatores que, ao lado de uma abordagem crítica e de relações intertextuais, darão ao leitor os requisitos mínimos para que ele se oriente quanto ao grau de interesse do texto-base.
Numa resenha é necessário se informar, pelo menos, o nome do autor, o nome do texto, onde e quando foi publicado. Outras vezes nascerá a necessidade em querer ter acesso ao texto resenhado e, para tanto, a necessidade dessas informações básicas. Elas podem aparecer no corpo do texto ou no final, como uma citação bibliográfica. Se forem apresentadas no corpo do texto, devem ser bem integradas à exposição dos assuntos tratados.
RESENHA CRÍTICA
A resenha crítica é a apresentação do conteúdo de uma obra, acompanhada de uma avaliação crítica. Expõe-se claramente e com certos detalhes o conteúdo da obra, o propósito da obra e o método que segue para posteriormente desenvolver uma apreciação crítica do conteúdo, da disposição das partes, do método, de sua forma ou estilo e, se for o caso, da apresentação tipográfica, formulando um conceito do livro.
A resenha crítica consiste na leitura, resumo e comentário crítico de um livro ou texto. Para a elaboração do comentário crítico, utilizam-se opiniões de diversos autores da comunidade científica em relação às defendidas pelo autor e se estabelece todo tipo de comparação com os enfoques, métodos de investigação e formas de exposição de outros autores.
Evidentemente, uma resenha crítica bem feita pode converter-se num pequeno artigo científico e até mesmo num trabalho monográfico, podendo ser publicada em revistas especializadas. A resenha crítica compreende uma abordagem objetiva (onde se descreve o assunto ou algo que foi observado, sem emitir juízo de valor) e uma abordagem subjetiva (apreciação crítica onde se evidenciam os juízos de valor de quem está elaborando a resenha crítica).
A resenha facilita o trabalho do profissional ao trazer um breve comentário sobre a obra e uma avaliação da mesma.
Na introdução, o acadêmico deve apresentar o assunto de forma genérica até chegar ao foco de interesse, ou ao ponto de vista que será focalizado. Uma vez apresentado o foco de interesse, o acadêmico procura mostrar a relevância do assunto, a fim de despertar o interesse do leitor. Por último, deixa-se claro, o caminho/método que orienta o trabalho.
A descrição do assunto do livro, texto, artigo ou ensaio compreende a apresentação das ideias principais e das secundárias que sustentam o pensamento do autor. Para facilitar a descrição do assunto sugere-se a construção dos argumentos por progressão, que consiste no relacionamento dos diferentes elementos, mas encadeados em sequência lógica, de modo a haver sempre uma relação evidente entre um elemento e o seu antecedente. A apreciação crítica deve ser feita em termos de concordância ou discordância, levando em consideração a validade ou a aplicabilidade do que foi exposto pelo autor. Para fundamentar a apreciação crítica, deve-se levar em conta a opinião de autores da comunidade científica, experiência profissional, a visão de mundo e a noção histórica do país. Nas considerações finais, devem-se apresentar as principais reflexões e constatações decorrentes do desenvolvimento do trabalho


CONSIDERAÇÕES FINAIS
A responsabilidade pela formação científica está inter-relacionada à formação profissional. A sociedade demanda profissionais com sólida formação científica que, valendo-se dos conhecimentos aprendidos, sejam capazes de ampliá-los, solucionando até novos problemas que venham a encontrar no desempenho de suas atividades. Entretanto, quando se fala sobre a formação profissional, tende-se a relacioná-la com o mercado de trabalho.
A preocupação em atender às exigências do mercado de trabalho ganha tal proporção que corremos o risco de pautar as atribuições da Universidade somente pelas exigências desse. Ora, é claro que as instituições de ensino superior, quando se propõem a formar profissionais, não podem não prestar atenção ao mercado de trabalho com suas exigências atuais. Este, porém, em nossos dias, tende a ser cada vez mais restrito, conservador, altamente competitivo, não somente pelo nível de exigência, mas também pela tendência atual de organizar os processos de trabalho com o mínimo de mão-de-obra. A Universidade corre o risco, dessa maneira, de formar profissionais de saída já descartáveis e descartados.
Nesse sentido, a Universidade precisa não só de prestar atenção ao mercado de trabalho, mas de ampliar sua visão na direção do campo de atuação profissional. Assim, enquanto o mercado de trabalho consiste na oferta de empregos existente, o campo de atuação profissional constitui nas possibilidades de atuação do profissional na sociedade. Essas possibilidades são percebidas, estruturadas e propostas com base em pesquisas e investigações promovidas pela Universidade, por um lado, e pelas atividades empreendedoras promovidas de forma acadêmica que capacite o aluno universitário a este campo tão exigente de disciplina.
Assim sendo, a metodologia científica tem papel fundamental, pois capacita o aluno a ter disciplina, saber realizar a pesquisa e a construção de argumentos sólidos que o segurem na realidade de mercado de emprego atual.
BIBLIOGRAFIA LIVROS
1. LAKATOS, E.M. e MARCONI, M.A.- Fundamentos de Metodologia Científica. 2ª ed. São Paulo: Atlas, 1990.
2. SEVERINO, Antonio Joaquim. Metodologia do Trabalho Cientifico. São Paulo: Editora Cortez, 2002.
BIBLIOGRAFIA SITES
1.http://www.ucb.br/prg/comsocial/cceh/normas_leitura_textual.htm
2.http://www.abnt.org.br/default.asp?resolucao=800X600
3.http://pt.wikipedia.org/wiki/Resenha
4.http://www.ucb.br/prg/comsocial/cceh/normas_leitura_textual.htm

Fonte: http://www.webartigos.com/articles/10729/1/O-Que-e-Um-Seminario/pagina1.html#ixzz1L8hDS6cG
APRESENTANDO UM SEMINÁRIO ACADÊMICO

O QUE NÃO DEVEMOS FAZER
Embora não seja eu um especialista no assunto “seminários acadêmicos”, procuro observar bastante as apresentações dos colegas em sala de aula, e passei a notar que alguns erros são extremamente recorrentes. Considerando que, especialmente para o curso de Pedagogia, a desenvoltura à frente de uma sala de aula é requisito importantíssimo na formação do profissional e na qualidade do seu trabalho, venho aqui citar os erros mais comuns para que possamos interpretar suas causas e consequências, e, quem sabe, superá-los com mais facilidade.
1º Erro:- Acontece com muita frequência, é quando o aluno fala “desculpa eu estou nervoso...” : esta fala vem, invariavelmente, após algum esquecimento, gagueira ou algo parecido. Agora pense bem, quando você está nervoso, todos irão notar, não precisa falar, e caso as pessoas ainda não tenham notado, notarão a partir daí. Além disto, nervosismo é próprio de quem não está dominando o assunto, pois jamais você irá ficar nervoso se estiver falando, por exemplo, da sua vida, já que ninguém domina melhor este assunto que você mesmo. Falando que está nervoso, você estará dando ao professor o motivo que ele precisa para baixar a sua nota.
2º Erro: - As “lacunas mudas”: é horrível, um aluno está falando, e quando termina seu texto, sai de cena correndo, sem anunciar o próximo aluno que irá falar, dá uma sensação que ele está escapando de uma guilhotina. Acontece em praticamente todas as equipes. Portanto, ao acabar o seu texto, anuncie o próximo colega que irá falar, e, se possível, anuncie também o assunto dele.
3º Erro: - O “segmentário”: neste caso, apesar da apresentação ser em equipe, o aluno inicia ou conclui sua fala com uma das seguintes frases: - a minha parte é.... ; ou – eu fiquei com tal parte...; ou ainda - essa foi a minha parte. Agora vejamos, estas frases indicam que você tem bem pouco, ou nenhum compromisso com a parte dos outros, ou seja, com o assunto como um todo. Em lugar destas frases, é preferível dizer: - eu vou falar sobre...; ou – continuando o assunto, vamos falar agora de...
4º Erro: - O “remendo”: este também é horrível, é quando o aluno termina a sua fala e fica interrompendo a fala dos colegas que falam em seguida, para dizer coisas que esqueceu de dizer quando expôs o seu assunto. Em primeiro lugar é falta de ética, pois interrompe a fala do colega, abordando um assunto que, cronologicamente já passou, e em segundo, demonstra que ele não tem nenhum compromisso com o grupo, está apenas preocupado com aquilo que ele teria a dizer. Além disto, um seminário não tem a obrigação de falar todos os detalhes de um determinado assunto, pois, normalmente, os assuntos abordados são longos e complexos, e o detalhismo contribui apenas para tornar a aula enfadonha e dificultar a assimilação do assunto por parte dos colegas. Para evitar esta gafe, quando terminar a sua fala, apenas abra a boca para responder questionamentos que forem feitos em relação ao assunto exposto por você.
5º Erro: - Ficar olhando para o professor: quando você está apresentando um assunto, o professor é você, esqueça que existe um professor na sala, caso você deixe de falar alguma coisa importante, ou fale algo errado, não tenha dúvidas de que o professor irá interromper a sua fala. Além do mais, olhando para o professor você muitas vezes causa um constrangimento duplo, primeiro para o professor, que se sente acuado e fica só balançando a cabeça, segundo para os alunos, que sentem que estão lá só para fazer número, uma vez que sua intenção não é passar o assunto para eles, e sim obter a nota dada pelo professor. Olhando para o professor, muitas vezes dá a impressão que o aluno está pedindo desculpas pelas bobagens que está falando. Para evitar esta gafe, você deve fixar seu olhar em algo ou alguém que te passe confiança, e ponha-se a falar sobre o assunto, você adquire confiança em si mesmo e atenção dos alunos.
6º Erro: - Ler para a turma o material indicado pelo professor: Este é constrangedor, o aluno não se dá o trabalho sequer de fazer um resumo, um fichamento, começa a ler o material que o professor indicou, muitas vezes durante a própria leitura é possível notar que ele ainda não havia lido o texto. Uma vez uma colega falou algo muito interessante quando aconteceu uma gafe destas na sala, ela disse “se é pra ler, eu leio em casa..” e saiu da sala. Portanto, não leia, porém se é o seu único recurso, faça ao menos um resumo.
7º Erro: - Corrigir o colega que está falando: mesmo que você seja o Papa do assunto, e que seu colega não saiba nem o que está falando, não o interrompa, sobretudo para corrigi-lo, isto demonstra uma falta de sintonia na equipe, e tira a credibilidade na fala do colega. Você pode estar pensando: ”mas o desempenho dele vai influenciar na minha nota, no caso da nota ser dada por equipe..”, eu concordo com seu pensamento, nesse caso só há duas coisas a serem feitas, ou façam uma prévia com todo o grupo antes da apresentação, ou nunca mais fique na mesma equipe que ele esteja!
8º Erro: - Perguntar ao professor, “não é professor?”: já falei que durante a apresentação do seminário, o professor é você. Não pague este mico, até porque, normalmente, o professor não responde a sua pergunta mesmo.

Pois bem pessoal, esses são apenas alguns erros, porém, caso você tenha outros a relatar, é só colocar nos comentários que eu vou inserindo. (RRV)
Blog:
http://rrv-coisasecoisas.blogspot.com/2006/07/apresentando-um-seminrio-acadmico.html



SEMINÁRIO

É um procedimento metodológico, que supõe o uso de técnicas (uma dinâmica de grupo) para o estudo e pesquisa em grupo sobre um assunto predeterminado.
O seminário pode assumir diversas formas, mas o objetivo é um só: leitura, análise e interpretação de textos dados sobre apresentação de fenômenos, tópicos de teorias e/ou dados quantitativos vistos sob o ângulo das expressões científico-positivas, experimentais e humanas .
De qualquer maneira, um grupo que se propõe a desenvolver um seminário precisa estar ciente da necessidade de cumprir alguns passos:
• determinar um problema a ser trabalhado;
• definir a origem do problema e da hipótese;
• estabelecer o tema;
• compreender e explicitar o tema- problema;
• dedicar- se à elaboração de um plano de investigação (pesquisa );
• definir fontes bibliográficas, observando alguns critérios;
• documentação e crítica bibliográficas:
• realização da pesquisa;
• elaboração de um texto, roteiro, didático, bibliográfico ou interpretativo.
Para a montagem e a realização de um seminário há um procedimento básico:
1º o professor ou o coordenador geral fornece aos participantes uma obra, um texto roteiro apostilado, ou marca um tema de estudo que deve ser lido antes por todos, a fim de possibilitar a reflexão e a discussão;
2º procede-se à leitura e discussão do texto-roteiro em pequenos grupos.
Cada grupo terá um coordenador para dirigir a discussão e um relator para anotar as conclusões particulares a que o grupo chegar;
3º cada grupo é designado para fazer:
• a.exposição temática do assunto, valendo-se para isso das mais variadas estratégias: exposição oral, quadro-negro, slides, cartazes, filmes etc. Trata-se de uma visão global do assunto e ao mesmo tempo aprofunda-se o tema em estudo;
• b.contextualizar o tema ou unidade de estudo na obra de onde foi retirado o texto, ou pensamento e contexto histórico-filosófico-cultural do autor;
• c.apresentar os principais conceitos, ideias e doutrinas e os momentos lógicos essenciais do texto (temática resumida, valendo-se também de outras fontes que não o texto em estudo);
• d.levantar os problemas sugeridos pelo texto e apresentar os mesmos para discussão;
• e.fornecer bibliografia especializada sobre o assunto e se possível comentá-la;
4º plenário-é a apresentação das conclusões dos grupos restantes. Cada grupo, através de seu coordenador ou relator, apresenta as conclusões tiradas pelo grupo. Antes da apresentação é preciso que seja distribuído ao público um roteiro, manual, guia sobre o assunto para que possam acompanhar a discussão.
O coordenador geral ou o professor faz a avaliação sobre os trabalhos do grupo, especialmente dos que atuaram na apresentação, bem como uma síntese das conclusões .
Outros métodos e técnicas de desenvolvimento de um seminário podem ser acatados, desde que seja respeitado o plano de prontidão para a aprendizagem .
Finalizando, apontamos que todo tema de um seminário precisa conter em termos de roteiro as seguintes partes:
• Introdução ao tema;
• Desenvolvimento;
• Conclusão

Fonte: Guia para a elaboração de trabalhos escritos - UFRGS

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